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Pantalona: a calça mais democrática do closet

Existem peças que tem o superpoder do glamour imediato. Você coloca e… pronto! Parece que um pó de pirlimpimpim fashion faz você ficar com cara de fina, elegante, maravilhosa. A pantalona é exatamente assim. Uma calça versátil, atemporal, que veste bem a maioria das mulheres. Embora volta e meia ganhe o título de tendência, a pantalona é muito mais: é um clássico a toda prova, um verdadeiro essencial do closet contemporâneo.

A pantalona surgiu na moda nos anos 1920, pelas mãos de Coco Chanel, que foi pioneira em catapultar peças masculinas para o closet feminino. Chanel desfilava pantalonas pelos balneários franceses, acompanhada de camiseta bretão. Claro que a informação, como bem sabemos, não era lá muito ágil na época, e usar calças ainda era coisa restrita a algumas vanguardistas europeias e aos seus diminutos círculos artísticos.

E assim, discretinha, as pantalonas ficaram até os anos 1930, quando chegaram ao que era considerado o maior meio de comunicação e influência de então, o cinema. Atrizes como Marlene Dietrich e Katherine Hepburn desfilavam com a peça dentro e fora das telas, provocando olhares curiosos e críticas ácidas – afinal, mulheres vestindo calças, ainda mais símbolos de beleza como as duas, era algo perturbador para algumas mentes mais atrasadas. Mas, com o desejo inerente por mobilidade e conforto e graças à audácia de algumas feministas de essência, as pantalonas persistiram (aleluia!) – diz a lenda que Katherine chegou a andar somente de calcinhas no set em protesto porque haviam “escondido” suas pantalonas, tentando evitar, em vão, que a atriz as usasse.

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Foi ao final dos anos 1930 e meados dos anos 1940, período mais árduo da Segunda Guerra Mundial, que as pantalonas tornaram-se coloquiais, perfeitas para vestir uma nova mulher que estava nascendo, uma mulher que assumiu o trabalho pesado nas fábricas para sustentar a família, já que o marido estava em campo de batalha. As pantalonas foram resposta prática – e elegante, é claro – para o novo mundo que se delineava a partir de então. E assim elas tornaram-se um essencial pra sempre, do ontem ao contemporâneo.

Se a história relaciona a pantalona a momentos cruciais de liberação feminina, não é diferente também no que diz respeito a estilo: democrática, a pantalona responde à necessidade feminina de estar sempre bem, indiferentemente da silhueta estar ou não idealizada. Por seu corte reto, é a peça ideal para disfarçar voluminhos indesejáveis na região dos quadris.

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Modelos de frente reta, sem pregas, podem ser perfeitos para minimizar um abdômen proeminente. A exceção só recai na largura das pernas, já que mulheres mais baixas devem evitar modelos muito largos, preferindo sempre as versões mais sequinhas. No mais, liberada para gregas e troianas de muito estilo. Ah! E por falar de estilo, ela pode transitar pelo esportivo, sofisticado, casual, fashionista. Tudo depende dos acessórios e complementos.

A melhor compra? Um modelo preto, sem pregas, de um tecido mais pesado, com cintura no lugar ou um pouquinho mais alta, com pernas não muito largas e com a barra um pouco longa, cobrindo boa parte do sapato. Por favor, ela nunca deve pegar ou marcar nos quadris, ok? Aposte! Sem erro.

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